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Resumos das simpósios temáticos

ST 1 – ESTUDOS SINCRÔNICOS E DIACRÔNICOS DO PB

Soélis Teixeira do Prado Mendes (DELET/POSLETRAS/UFOP)

Carolina Soares Pimenta  (POSLETRAS/UFOP)

Resumo:

Neste Simpósio da XVIII Semana Nacional de Letras e  V Simpósio Nacional de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem esperamos reunir resultados de pesquisas já realizadas ou pesquisas em execução, de diferentes matizes teóricas,  e que pertençam a campos inter-relacionados de investigação, como (i) histórico-filológico - que se dedica à constituição, transcrição e edição de corpora de manuscritos públicos ou privados – como fonte primária -  e que tenham sido exarados no Brasil, passando pelo período colonial, do século XVI ao XVIII,  até o período Imperial, no século XIX; (ii) variação e mudança gramatical - fenômenos naturais, contínuos e inerentes a todas as línguas vivas - que se dedica à investigação de variação e mudança linguísticas que foram extraídas de corpora constituídos de qualquer período histórico do Brasil; (iii) História do léxico do PB - que se dedica a investigar a formação sócio-histórica e linguística do léxico – “inventário de unidades significativas, com as quais se procura representar o universo” - e aqui incluímos pesquisas ligadas à Onomástica, à Fraseologia, à Lexicografia e à  Terminologia.  Por isso, gostaríamos de convidar a todas e a todos as/os pesquisadoras/res – discentes e docentes -  a dividirem conosco suas investigações, descobertas, indagações dessas três aéreas do conhecimento.


Palavras-chave: Variação e Mudança Linguística; Transcrição e Edição de Corpora; Ciência do Léxico

ST 2 – ​LINGUAGEM, EDUCAÇÃO E QUESTÕES RACIAIS: EPISTEMOLOGIAS EM MOVIMENTO

Clézio Roberto Gonçalves (DELET/UFOP)

Kassandra da Silva Muniz  (UFRPE) 

Kleber Mazione Lima Ferreira (IFMG)

Resumo:

O campo de estudos acerca da formação de professoras(es) da educação básica tem evidenciado, nos últimos anos, um crescimento significativo. Do mesmo modo, têm crescido as preocupações e as inquietações sobre aspectos da formação docente na área da Educação das Relações Étnico-raciais e Quilombolas (ERERQ), desde os marcos legais que a instituem até os currículos dos cursos e as práticas formativas que acontecem nos contextos da profissão. Diante desse cenário, este Simpósio Temático (ST) acolhe propostas de discussões e pesquisas, concluídas ou em andamento, que tenham como foco de discussão a formação de professoras(es) e busquem relatar e compreender como os conhecimentos teóricos e metodológicos na área das Artes, Línguas(gens) e Literaturas são vivenciados na prática educativa, bem como os desafios e as potencialidades do ensino na contemporaneidade, na constituição da identidade e da formação docente, refletindo acerca dos aspectos que permeiam a construção dos saberes docentes, as práticas pedagógicas e as múltiplas linguagens no contexto da ERERQ. Essa perspectiva valoriza o diálogo entre experiências formativas, práticas de ensino e pesquisas acadêmicas que contribuam para uma formação crítica do(a) professor(a), a partir de concepções críticas emancipadoras, amplas e formativas, capazes de promover políticas de ações afirmativas nas nossas salas de aula, conferindo-nos um compromisso educacional democrático e acolhedor. 


Palavras-chave: Letramento Racial; Educação Antirracista; Prática Pedagógica.

ST 3 – ESTUDOS DA TRADUÇÃO, MOVIMENTO E VIDA: PESQUISAS E PRÁTICAS

Prof. Dr. Adail Sebastião Rodrigues Júnior (DELET/UFOP)

Prof. Dr. José Luiz Vila Real Gonçalves (DELET/UFOP)

Resumo:

As metáforas do ‘corpo’ e do ‘movimento’ há muito atravessam a tradução e suas nuances, tendo a linguagem como o elemento fulcral desse atravessamento. Se a linguagem é um aspecto, dentre outros, que nos permite compreender o mundo e, por meio dela, participar da vida, a tradução assume um papel importante nessa dinâmica. O que é a tradução? Trata-se apenas de decodificação de um texto em outro ou transcende essa perspectiva binária e se amplia a fim de desvelar que textos, contextos e culturas, quando em ‘movimento tradutório’, assumem funções multifacetadas? Poderíamos pensar o ato de traduzir como um ‘movimento inter ou multicultural’ no qual estão em jogo as ‘subjetividades’ dos sujeitos sociais imbricados nesse ato? Poderíamos pensar a metáfora do ‘corpo’ associando-a a ‘corpo/campo teórico’ dos Estudos da Tradução? Essas perguntas ‘traduzem’, por assim dizer, a complexidade do fenômeno tradutório e é com esse espírito de perquirição que convidamos alunas e alunos, pesquisadoras e pesquisadores, tradutoras e tradutores a apresentarem reflexões sobre a tradução como movimento inter ou multicultural a partir de corpo(s)/campo(s) teóricos escolhidos para essa discussão. Tanto visões mais focadas nas estruturas da linguagem quanto perspectivas com ênfase nos contornos sociais e culturais, seja em textos técnicos e científicos, seja em textos literários e multimodais, serão bem-vindas. Portanto, o objetivo deste Simpósio Temático é congregar discussões nos vários âmbitos teórico e prático da tradução que privilegiem aspectos políticos, sociais, culturais, subjetivos, de ensino, de pesquisa etc. O foco das discussões deve transitar entre os papeis da tradução como movimento inter ou multicultural de representações simbólicas da vida por meio da linguagem. A metodologia adotada será a da apresentação oral de pesquisas de tradução dos proponentes, bem como de produtos e processos de prática tradutória de estudantes e profissionais desse campo do saber. Em correspondências com o tradutor de Grande Sertão: Veredas para a língua alemã, Guimarães Rosa destacou que “traduzir é conviver”. Assim, a tradução é inescapável na vida em sociedade.


Palavras-chave: Estudos da tradução, inter/multiculturalismo, produto e processo tradutórios, subjetividades, vida e movimento.

 

ST 4 – DIÁLOGO UNIVERSIDADE - ESCOLA NA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES(AS) DE LÍNGUAS: COMPARTILHANDO SUBJETIVIDADES DOCENTES, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, AÇÕES EXTENSIONISTAS E PESQUISAS

 

Vanderlice Andrade dos Santos Sól  (DELET/POSLETRAS/UFOP)

Fernanda Peçanha Carvalho (UFMG)
Hilda Simone Henriques Coeslho (UFV)

Resumo:

Pensando nas novas configurações da universidade, no seu papel de produzir conhecimento de maneira sócio-referenciada e comprometida com as transformações sociais, este simpósio tem como objetivo compartilhar experiências de pesquisas que  demonstram o compromisso com o aprimoramento do ensino e do aprendizado de línguas estrangeiras e da formação inicial e continuada das/dos/docentes. Investe nos eixos ensino-pesquisa-extensão-internacionalização, que compõem a universidade e em trazer problematizações acerca da constituição identitária, das emoções e subjetividades docentes, integrando investigações que se dedicam às temáticas da formação docente de professores de línguas estrangeiras. Desse modo, são bem-vindos os estudos em línguas estrangeiras modernas, línguas clássicas, línguas orientais, dentre outras que perpassam a universidade-escola no Brasil. Compartilha experiências de pesquisas em formação inicial e continuada, trazendo emoções e subjetividades vivenciadas em estágio supervisionado, PIBID e experiências de professores em exercício da docência.Traz à baila reflexões e problematizações que possuem o potencial para a desestabilização, a desnaturalização dos modelos canônicos estabelecidos sobre a educação linguística no Brasil, e a mobilização de saídas criativas e novos saberes-fazeres docentes. As trajetórias teórico-metodológicas das comunicações deste simpósio estão ancoradas no atravessamento de diversas perspectivas de investigação no âmbito das pesquisas em Linguística Aplicada (LA), uma vez que seu diálogo com outros campos do saber é necessário e desejável. Acreditamos que lançar luz sobre a formação docente aliada à interação ensino-pesquisa-extensão-internacionalização significa fortalecer os eixos que alicerçam a formação profissional, aprimoram e fortalecem o diálogo universidade-sociedade. 


Palavras-chave: diálogo, formação docente, línguas estrangeiras

 

ST 5 – PERVIVÊNCIA CLÁSSICA: DA ANTIGUIDADE AOS NOSSOS DIAS 

 

Alexandre Agnolon (DELET/POSLETRAS/UFOP)

Artur Costrino (DELET/POSLETRAS/UFOP)

Edson Martins (DELET/UFOP)

 

Resumo:

O objetivo fundamental do Simpósio Temático ora proposto, alinhado aos interesses investigativos que fundamentam o Grupo de Pesquisa Ars Antica – Poética, Retórica e Recepção (UFOP-ICHS-DELET), é criar um espaço transdisciplinar para a reunião de pesquisadoras e pesquisadores cujos trabalhos tenham como foco estudos críticos de materiais de ordem vária provenientes da Antiguidade, como a poesia, a historiografia e a filosofia, entre outros, mas também prescritivos do discurso antigo de um modo geral, como o estudo da poética e da retórica; e também, inserindo-se na longa duração do paradigma antigo, estudos que foquem na memória e na recepção da cultura clássica greco-romana antiga nas artes plásticas, na música, no teatro e no cinema, bem como na HQ, no RPG, por exemplo, em tempos e espaços diversos, ressignificados por linguagens diversas, em contextos de produção e circulação diversos, como na Idade Média, na Modernidade, a exemplo das letras coloniais no Brasil, e também na Contemporaneidade. Haja vista a diversidade de temas e abordagens do Simpósio Temático Pervivência Clássica, diverso e amplo também é seu quadro teórico-metodológico, que se pauta sobretudo pela multidisciplinaridade, como é próprio da área dos Estudos Clássicos, perpassando, portanto, tanto autores e conceitos do campo da Filologia Clássica, da Filosofia e História Antiga e Medieval (bem como o estudo das fontes primárias elas mesmas, incluindo fontes materiais, vide a Numismática, a Epigrafia e a História da Arte Antiga), quanto autores e conceitos do campo da Recepção Clássica, de grande projeção nos últimos anos, os quais se dedicam e se aplicam às apropriações, releituras e assimilações de materiais antigos em temporalidades e mídias diversas.  

 

Palavras-chave: Antiguidade; Estudos Clássicos; Poética; Retórica; Recepção. 

 

ST 6 – DA PERFORMATIVIDADE À PERFORMANCE: LINGUAGEM, CORPO E POLÍTICA NA PRODUÇÃO DE GÊNERO

Karla Alves de Araújo França Castanheira (DELET/UFOP)

Marcelo Eduardo Rocco de Gasperi  (DEART/UFOP)

Jesiel Soares Silva (DELET/UFOP)

Resumo:

Este simpósio pretende reunir trabalhos voltados a dois eixos principais: (a) as relações entre linguagem, gênero e performatividade, especialmente no que diz respeito à performatividade como dimensão constitutiva dos corpos generificados (Butler, 2003; Hall; Bucholtz, 1995); e (b) os estudos da performance, entendendo as práticas artísticas como acontecimentos inscritos em contextos históricos específicos, nos quais a intervenção crítica é capaz de produzir deslocamentos nos modos de percepção e reconhecimento sociais (Féral, 2015; Schechner, 2003). Por um lado, a linguagem produz corpos ao semiotizá-los como generificados e sexualizados através de atos performativos, construindo o gênero através de processos discursivos que delimitam suas condições de reconhecimento e possibilidades de existência (Butler, 2004). Por outro lado, a performance artística ocupa lugar central nesses processos discursivos quando entendida como prática relacional situada em contextos culturais específicos, evidenciando a implicação mútua entre linguagem e ação. (Fischer-Lichte, 2008; Taylor, 2003). Portanto, ao dissolver os limites entre realidade e ficção, a performance se coloca como linguagem experimental e política, na qual o corpo deixa de ser apenas veículo de mensagem e passa a ser o próprio discurso em cena (Féral, 2015). Considerando essas duas frentes de pesquisa, este simpósio acolherá trabalhos que abordem o corpo como dimensão política das práticas de linguagem e da construção de gênero em dois aspectos: tanto a partir da perspectiva da performatividade, quanto da perspectiva da performance. O objetivo consiste em ampliar a compreensão dos modos pelos quais corpo, linguagem e gênero se imbricam nas práticas linguísticas, performativas e performáticas.
 

Palavras-chave: performatividade, gênero, performance, linguagem e corpo

ST 7 – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS ÉTICOS, ESTÉTICOS E PEDAGÓGICOS

 

Jesiel Soares Silva (DELET/UFOP)

Almiro Ebani De Mello Neto (​UFOP)

 

Resumo:

Este simpósio propõe compreender a Inteligência Artificial (I.A.) como questão pedagógica, política, ética e estética, promovendo reflexões sobre a educação em contextos mediados por esses sistemas. Portanto, serão acolhidos trabalhos que investigam os uso da I.A. nos processos de ensino e aprendizagem, em suas múltiplas formas: I.A. generativa, sistemas tutores inteligentes, aprendizagem adaptativa, processamento automático da fala (ASR) no ensino de pronúncia, agentes conversacionais para prática de fluência, correção gramatical e estilística automatizada (Grammarly, LanguageTool etc.), tradução automática, ferramentas de escrita assistida por IA, detecção automática de nível de proficiência linguística, learning analytics, mineração de dados educacionais, processamento de linguagem natural e produção de artefatos digitais. Nosso interesse é reunir estudos teóricos e empíricos que problematizam como tais tecnologias (re)configuram práticas pedagógicas, modos de autoria, avaliação, criatividade, subjetivação, trabalho docente e cultura escolar,  compreendendo-as como parte de redes sociotécnicas em que humanos e não-humanos agem conjuntamente na produção de sentidos (Latour, 1999). Serão bem-vindos estudos que abordam os desafios éticos e a responsabilidade no uso educacional da I.A. (Unesco, 2023), considerando que essas ferramentas não são neutras e carregam implicações políticas, epistêmicas e culturais (Buzato; Gonsales, 2025; Adams, 2021).  Também nos interessam análises críticas sobre o uso das I.A. à luz das relações de poder, das desigualdades e das finalidades formativas da educação (Selwyn, 2019; Santaella, 2023), incluindo reflexões sobre justiça de design e os riscos de homogeneização dos saberes (Costanza-Chock, 2020). No campo das estratégias pedagógicas, o simpósio ainda acolhe propostas que discutam a I.A. como apoio à aprendizagem, ao planejamento didático e à avaliação, bem como investigações sobre letramento em I.A., pensamento crítico, curadoria de conteúdo e formação docente orientada ao uso responsável dessas tecnologias (Unesco, 2023), com atenção à agência e à autonomia dos estudantes frente a esses artefatos (Lee, 2024; Mohebbi, 2024).
 

Palavras-chave: Inteligências Artificiais, Ensino e Aprendizagem de Línguas, Formação Docente

ST 8 – FUNCIONALISMO: DESCRIÇÃO LINGUÍSTICA E PRÁTICAS INTERACIONAIS CONTEMPORÂNEAS

Ricardo José Alves (​DELET/UFOP)

Lucas Willian Oliveira Marciano (UFMG)

Isabela Soares de Almeida Dias (​DELET/UFOP)

Resumo:

O simpósio temático Funcionalismo: descrição linguística e práticas interacionais contemporâneas se propõe a reunir trabalhos que, a despeito de utilizarem diferentes quadros teóricos, compreendam a língua como um sistema sociossemiótico estratificado, por meio do qual se criam significados, ou como um instrumento de interação social, que existe em virtude de seu uso e se manifesta em diferentes mídias. Assume-se, portanto, o caráter funcional e heterogêneo da língua, considerando-se o contexto como condição indispensável para a sua compreensão. Diante disso, serão aceitos estudos, concluídos ou em andamento, fundamentados em diferentes correntes do Funcionalismo, como a Linguística Sistêmico-Funcional, a Teoria da Estrutura Retórica, o Funcionalismo de Simon Dik, entre outras. Também serão acolhidas pesquisas situadas no campo da pragmática que levem em consideração as práticas interacionais contemporâneas, em especial, a comunicação mediada digitalmente. Além disso, contemplam-se tanto pesquisas que investiguem as diferentes modalidades da língua, bem como estudos que abordem a multimodalidade. Com isso, o objetivo deste simpósio é promover um debate que contribua para o aprofundamento de análises e descrições linguísticas, em diferentes níveis de organização da língua e a partir de distintas teorias funcionalistas, bem como para o avanço de discussões, no âmbito da pragmática, acerca do funcionamento da língua nas práticas interacionais contemporâneas.


Palavras-chave: funcionalismo, análise e descrição linguística, práticas interacionais contemporâneas, análise pragmática, comunicação digitalmente mediada.

ST 9 – LITERATURA E OUTROS (NÃO) SABERES

Carolina Anglada de Rezende (​DELET/POSLETRAS/UFOP)
Larissa Carvalho Gomes (​POSLETRAS/UFOP)

Naielly Cristina Magalhães de Jesus (POSLETRAS/UFOP)

Resumo:
Partindo da inespecificidade do campo literário, em sua estranha institucionalização, e da especificidade da língua como rateação do sentido, rumor e ecolalia, este simpósio se propõe a pensar as relações entre literatura, antropologia, filosofia e/ou psicanálise, no que diz respeito, sobretudo, às condições de possibilidade do saber. Nesse horizonte, o simpósio se ancora na premissa de Jacques Derrida (2014, p. 15) de que a “a essência da literatura é mesmo não ter essência alguma”, afastando-se sempre que tenta capturar objetos do dizer, as noções de agência e de autoria, de sujeito e objeto, de leitura e de interpretação. Diante disso, o fazer literário e o ato de ler afetam-se desse impossível que funda nossa relação com a linguagem, antes mesmo que qualquer campo ou discurso tente contornar ou controlar imaginariamente a experiência de sermos falantes. Nesse sentido, também os estudos da performance, tomando o corpo e a gestualidade, em suas qualidades visuais, sonoras e cinéticas, como parte de um reiterado processo de deslocamento e diferimento, como proposto por Leda Maria Martins (2021), contribuem para o que aqui intentamos pensar, contra ou ao avesso da especificidade e da especialização. Para tanto, evidencia-se o trabalho da alteridade e do outsider, do animal e da máquina, em que a possibilidade de ser outro, “quase-ser” ou “ser-fora” da literatura desafia as humanidades, como formulado por Alexandre Nodari (2024). Nosso intuito, portanto, é acolher trabalhos que problematizem a pertinência e a consistência do sentido em obras que, na interseção entre distintas práticas de linguagem, desafiem pertencimentos, gêneros e mesmo um saber-fazer com o que está a todo tempo desbordando fronteiras, línguas e identidades. É por meio dessa inflexão que propomos estabelecer diálogos entre literatura e outros (não) saberes.

 

Palavras-chave: literatura e outros não saberes, literatura e outras artes, antropologia, psicanálise, filosofia

ST 10 – PERCURSOS E PRÁTICAS PERPASSADOS PELA LINGUAGEM NA FORMAÇÃO E NA ATUAÇÃO DO PROFESSOR

Ada Magaly Matias Brasileiro (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Ana Paula Correa Bovo (UFMG)

Viviane Raposo Pimenta (​DELET/POSLETRAS/UFOP)
 

Resumo: 

Partindo do pressuposto de que saberes, práticas e percursos formativos do professor são perpassados pela linguagem (Vanhulle, 2009; Brasileiro; Pimenta, 2026), por meio de textos representativos de diversos gêneros do discurso, neste simpósio, pretendemos reunir trabalhos que tematizem os gêneros do discurso profissional docente constitutivos e demandados nos processos de formação e no cotidiano do professor. Assim, com o objetivo de fortalecer os estudos implicados com e no métier docente, convidamos pesquisadores interessados na interface de estudos entre linguagem e trabalho docente, letramento do professor e práticas em atividades de ensino, extensão, pesquisa, formação, gestão e representação profissional. Interessa-nos dar visibilidade ao real da atividade docente, em um espaço de discussão sobre o trabalho do professor, seja socialmente reconhecido ou não. Buscaremos agregar pesquisas que permitam gerar reflexões e contribuições contextualizadas em diferentes níveis de ensino e realidades educacionais, sociais e culturais, revelando a abrangência e a complexidade do trabalho docente. Quanto à natureza e aos procedimentos metodológicos dos trabalhos, buscamos pesquisas com instrumentos plurimetodológicos, que dialoguem com uma concepção de língua como atividade de interação socioculturalmente situada (Bakhtin, 2003), de ensino de língua como prática social (Kleiman, 2008) e de trabalho e linguagem no real da atividade (Machado; Lousada, 2010). Os trabalhos podem ter fins exploratórios, descritivos, explicativos, metodológicos ou intervencionistas e utilizar meios que perpassem a revisão bibliográfica, estudos de caso, relatos de experiência, metodologias de ensino e pesquisa ou pesquisa-ação. Tal diversidade terá seu ponto de encontro nos modos como a construção de saberes, práticas e percursos formativos são atravessados pelos gêneros do discurso profissional docente.

 

Palavras-chave: gêneros do discurso profissional docente, atuação do professor, métier docente, percursos formativos, práticas formativas.

ST 11 – ENTRE SONS E SENTIDOS: PESQUISAS EM FONÉTICA E FONOLOGIA

Leandra Batista Antunes (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Adriana Nascimento Bodolay (UFVJM)
 

Resumo:

Este  simpósio temático propõe reunir pesquisas em fonética e fonologia que contemplem diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, com o objetivo de promover o diálogo entre pesquisadores em distintos estágios de formação — da iniciação científica à pós-graduação — e docentes que atuem em vários níveis — da educação básica ao ensino superior. Objetiva pois reunir pesquisadores que trabalhem diretamente nas áreas de fonética e/ou fonologia ou que se interessem por elas. O espaço busca fomentar a apresentação e discussão de investigações que abordem a produção, percepção e organização dos sons da fala ou de outras unidades fonológicas, nos níveis segmental e/ou suprassegmental, em uma ou mais línguas e/ou variedades linguísticas. Ao acolher trabalhos ancorados em diversas abordagens da fonética e/ou da fonologia, o simpósio pretende evidenciar a pluralidade de modelos explicativos e metodologias de análise, incentivando o intercâmbio de experiências e a construção de diálogos profícuos, de parcerias e de redes de pesquisa. Além disso, visa contribuir para a formação acadêmica dos participantes, oferecendo um ambiente de debate qualificado e colaborativo, principalmente para os pesquisadores em formação que se propuserem a participar desse simpósio. Espera-se, desse modo, fortalecer a circulação de pesquisas na área, ampliar o diálogo entre diferentes níveis de formação e consolidar o simpósio como um espaço de reflexão crítica sobre os estudos dos sons da(s) língua(s)/linguagem(ns).

Palavras-chave: pesquisas em fonética; pesquisas em fonologia; produção e percepção da fala; teorias fonológicas.

ST 12 – “ALÉM DO CARNAVAL”: POSES E POSTURAS DO DESEJO HOMOERÓTICO NA LITERATURA

Rodrigo Correa Martins Machado (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Túlio Pereira Bastos (POSLING/CEFET-MG)

Resumo:

Frequentemente associado a um período de suspensão provisória de normas sociais, o carnaval foi (e tem sido) interpelado como espaço privilegiado de expressão de dissidências de gênero e sexualidade. Na virada do século XIX para o XX, performances toleradas durante a festa, como o travestismo e a vadiagem, eram, fora dela, alvo de discursos eugenistas e de dispositivos regulatórios que dialogavam com dinâmicas mais amplas de controle social em variadas formações culturais. Nesse contexto, a noção de “além do carnaval”, formulada pelo historiador social James N. Green, permite pensar a continuidade das experiências homoeróticas para além desses momentos de relativa transgressão e permissividade, oferecendo uma chave interpretativa que pode ser mobilizada a partir de outros olhares. Tomando-a como operador crítico, e em diálogo com leituras que associam as experiências às categorias de “pose” e “postura” como formas de resistência, este simpósio propõe investigar como distintas tradições literárias têm apresentado configurações discursivas de homossociabilidade, o desejo homoerótico e as performances de gênero em diferentes contextos. Busca-se, assim, não apenas no âmbito local, mas também suas possíveis aproximações com outras tradições culturais. A partir disso, tais categorias podem ser compreendidas como modalidades de “discurso reverso”, no sentido foucaultiano: a “pose” como gesto mais internalizado frente à experiência dissidente, e a “postura” como teatralização estratégica, isto é, uma performatividade consciente diante da normatividade imposta. Interessa-nos discutir de que modo tais manifestações existem textualmente, produzindo fricções ou reversões dos discursos que pretendiam regulá-las. Serão bem-vindos trabalhos que articulem literatura homoerótica, dissidências de gênero, memória cultural e crítica literária, seja a partir do caso brasileiro, seja em interlocução com outros contextos, contribuindo para a hermenêutica relativas à sexualidade, à performatividade e à sobrevida da literatura homoerótica em diferentes zonas de contato.


Palavras-chave: Literatura Homoerótica; Patrimônio Cultural; Historiografia Literária; Crítica Literária.

 

ST 13 – LINGUAGEM, ESPAÇO E RESISTÊNCIAS ONTO-EPISTÊMICAS

 

Karla Alves de Araújo França Castanheira (​DELET/UFOP)
 

Resumo:

Apesar de ter sido a menos estudada das categorias da enunciação (Fiorin, 1996), o espaço tem ganhado cada vez mais relevância nos estudos linguísticos desde a década de 1970. Da relação entre língua, comunidade e território que guiou os primeiros estudos sociolinguísticos (Labov, 2008 [1972]) e em antropologia da linguagem (Gumperz e Hymes, 1964); passando pelos estudos voltados aos impactos da Globalização nas práticas e ideologias linguísticas (Pennycook, 2010; Blommaert, 2013; Canagarajah, 2013, entre outros); até os estudos decoloniais, que recolocam a geopolítica como eixo estruturante das colonialidades do ser, do poder e de saber (Mignolo, 2004; Lander, 2005, Lugones, 2003; 2019, entre outros); são várias as correntes dos estudos linguísticos que têm se voltado para a relação entre linguagem e espaço, em suas mais diferentes acepções. Essas abordagens podem partir tanto da perspectiva construída pela ideia de que a globalização – e principalmente, a internet - é, em si, um ‘fenômeno espacial’ (MASSEY, 2000, p. 17) que incide diretamente sobre as práticas linguísticas e sobre pressupostos dos estudos linguísticos, questionando-os; quanto da ideia do movimento crescente de “retorno ao lugar”, entendido “como experiência de uma localidade específica, com algum grau de enraizamento [e]  com conexão com a vida diária” (ESCOBAR, 2005, p. 63), como um movimento de resistência ontológica e epistemológica ao apagamento das existências perpetrado pelas práticas atuais do projeto colonial-moderno, que têm na “desespacialização” da linguagem e das existências, por um lado, e na manuntenção da geopolítica do poder e do conhecimento (Quijano, 2005; Cusicanqui, 2010), por outro, seus mecanismos mais produtivos. Esse simpósio tem como objetivo reunir trabalhos voltados à investigação das relações entre espaço e linguagem, a partir das diversas correntes teóricas que as têm tematizado, em especial as voltadas às práticas linguísticas de (re)existência corpo – espacial. Assim, serão aceitos trabalhos vinculados à sociolinguística, em suas diferentes vertentes (sociolinguística variacionista (Labov, 1972);  sociolinguística contemporânea (Blommaert, 2013; Canagarajah, 2013), sociolinguística encorporada (Bucholtz, Hall, 2016), sociologuística alterativista (Almeida, 2021), entre outras), aos estudos da enunciação e aos estudos decoloniais que tenham a  espacialidade (seja sob a perspectiva de espaço, de lugar, de território ou de geopolítica) como aspecto relevante  de análise. 


Palavras-chave: linguagem; espaço; decolonialidade; (re) existência onto-epistêmica..

ST 14 – ENSINO DE LITERATURA: POLÍTICAS, ESTRATÉGIAS E PERSPECTIVAS CRÍTICAS

 

Iva Bernardino Soares (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Laércio Francisco de Souza Alves Júnior (POSLETRAS/UFOP)
 

Resumo:

Este simpósio tem vistas a proporcionar um espaço de discussão acerca do ensino de literatura na escola, a partir do diálogo entre diferentes filiações teóricas, de modo a contribuir para o aprimoramento do trabalho com os textos literários no ensino básico. Em uma perspectiva histórica sobre a constituição do ensino de literatura, observa-se que, com a gênese de um núcleo familiar muito mais estreito na modernidade – favorável, portanto, ao exercício da vida privada –, tornaram-se legítimos os esforços em favor do cuidado das crianças, reservando-se à escola, nesse contexto, a tarefa de zelar pela educação dos mais novos. Nesse momento, a literatura é então tomada pela escola como instrumento por meio do qual se poderia fazer repercutir os valores de interesse da classe burguesa. Mais tarde, ainda nesse percurso histórico, o tratado entre a escola e a literatura se reforça: como estímulo ao nacionalismo, o estudo da história literária, em especial a da produção pátria, tornou-se atividade privilegiada nas instituições de educação formal. Nos últimos anos, evidentemente, avanços conceituais e metodológicos põem à prova antigas concepções a respeito do lugar da literatura na escola, abrindo as portas para novas maneiras de se pensar as práticas de ensino. Busca-se acolher, assim, propostas que tematizem implicações da leitura literária na escola; condicionantes do hábito de leitura; estratégias e modos de se ensinar literatura na educação básica; prescrições curriculares para o ensino de literatura; e políticas públicas de financiamento e de incentivo à leitura. Além do mais, é também temática de interesse a abordagem de produções dissidentes na escola, a exemplo da literatura periférica, marginal, afro-brasileira, indígena e outras, as quais tensionam o cânone literário, ao abrir margens a vozes e a experiências social e historicamente relegadas à subalternidade. Por fim, a intenção é estabelecer um diálogo com base em variadas perspectivas teóricas, congregando os campos da pedagogia, psicologia, sociologia, estudos culturais, teoria e crítica literária, entre outros.


Palavras-chave: educação literária, práticas de ensino, ensino de Língua Portuguesa.

ST 15 – NA LINGUÍSTICA APLICADA, EM SE PLANTANDO TUDO DÁ? POR UMA LINGUÍSTICA APLICADA INDISCIPLINAR, CRÍTICA, MESTIÇA E DECOLONIAL

 

Jhuliane Evelyn da Silva (​DELET/UFOP)

Fernando Silvério de Lima (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Anelise Fonseca Dutra (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

 

Resumo:

Entendendo a linguística aplicada (LA) como uma assemblage epistêmica (Pennycook, 2018), ou seja, uma área que acomoda pensamentos, teorias e ações que são provisória e estrategicamente acionadas para o estudo de aspectos relacionados à língua(gem), nos posicionamos em uma LA situada, trans e indisciplinar (Moita Lopes; Fabrício, 2019), com agenda explicitamente política, ética e engajada, pautada em uma concepção de língua(gem) como uma prática social, cultural, ideológica, histórica e política. Este entendimento de LA é informado por teorias críticas e decoloniais e reflete um olhar outro sobre a pesquisa com a linguagem na vida, implicando o sujeito que pesquisa e localizando seu olhar no mundo. Em conversa com o título que damos ao simpósio, convidamos pesquisas em andamento ou já finalizadas, bem como relatos de experiências que lidem com educação linguística em língua materna e estrangeira, avaliação, formação docente, letramentos, discurso, metodologias, materiais didáticos, bilinguismo, translinguagem, ideologias linguísticas, políticas linguísticas, identidade docente, acessibilidade, afetos, questões de gênero, inteligência artificial e temas outros que possam contribuir para o diálogo amplo e heterogêneo empreendido pela LA atualmente. É nosso objetivo último criar um espaço profícuo de trocas de experiências e de pesquisas que ampliem e complexifiquem o escopo da LA e nos sustentem no exercício de questionamento contínuo e situado das nossas realidades.  


Palavras-chave: língua(gem), educação linguística, formação docente, ensino de línguas. 

ST 16 – EDUCAÇÃO DE SURDOS, GÊNEROS DISCURSIVOS E ENSINO DE PORTUGUÊS COMO L2

Andreia Chagas Rocha Toffolo (​DELET/UFOP)

Gabriel Franca do Couto (​DELET/UFOP)

Resumo:

Este simpósio fundamenta-se em perspectivas discursivas da linguagem (Bakhtin, 2016; Fairclough, 2001; Rojo, 2009), que compreendem os gêneros discursivos como práticas sociais atravessadas por relações de poder, identidades e cultura, articuladas aos Estudos Surdos (Skliar, 1998; Strobel, 2008), os quais entendem a surdez como diferença linguística e cultural. Nessa perspectiva, a educação de surdos é concebida a partir de abordagens socioculturais e bilíngues que reconhecem a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda língua (L2). Assim, o ensino de português para estudantes surdos demanda práticas pedagógicas mediadas pela Libras, sensíveis às especificidades linguísticas, culturais e identitárias desses sujeitos. No âmbito da formação docente, o simpósio dialoga com concepções de docência crítica e reflexiva, entendendo o professor como agente de mediação entre línguas, culturas e práticas discursivas. Desse modo, busca-se discutir como professores em formação inicial e continuada se apropriam de fundamentos teórico-metodológicos voltados ao trabalho com gêneros discursivos no ensino de português como L2 para surdos, bem como os desafios presentes na construção de práticas pedagógicas inclusivas e interculturais. Do ponto de vista metodológico, o simpósio acolhe pesquisas voltadas às práticas de linguagem em contextos bilíngues, bem como estudos sobre elaboração de materiais didáticos, práticas pedagógicas mediadas pela Libras, políticas linguísticas e discursos formativos relacionados à educação de surdos. Ao promover esse debate, o simpósio pretende contribuir para a consolidação de propostas formativas que articulem teoria e prática e fortaleçam perspectivas educacionais comprometidas com a pluralidade linguística, cultural e identitária da comunidade surda.


Palavras-chave: educação de surdos, gêneros discursivos, formação de professores, português como L2, práticas pedagógicas

 

ST 17 – ESTUDOS DO DISCURSO: PERSPECTIVAS TEÓRICO-METODOLÓGICAS E DIÁLOGOS POSSÍVEIS

 

Gabriella Cristina Vaz Camargo (​DELET/UFOP)

Paulo Henrique Aguiar Mendes (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Nathan Bastos de Souza (Unipampa/POSLETRAS/UFOP)

 

Resumo:

Este Simpósio Temático (ST) visa reunir pesquisas, investigações e estudos concluídos e/ou em andamento que tenham como foco discutir as contribuições teóricas e metodológicas das diferentes correntes de estudos do discurso (a exemplo dos estudos bakhtinianos, dos modelos de análise do discurso de vertente francesa e das abordagens da análise do discurso crítica, entre outros), considerando-se especialmente as versões adaptadas ao contexto da produção acadêmica no Brasil e a sua ampla interface interdisciplinar com outras áreas de conhecimento. Esta proposta temática se justifica pela importância da área do discurso para os Estudos da Linguagem, pois permite leituras, debates e análises pertinentes para uma compreensão do funcionamento sociocognitivo da linguagem em ação na sociedade, possibilitando uma análise da complexidade do mundo em que vivemos e de seus diferentes problemas. Além disso, este ST também visa refletir sobre a produtividade dos estudos do discurso ressaltando a sua pertinência para a articulação entre os eixos da pesquisa, da extensão e do ensino e formação de professores. Desse modo, para além das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Grupo de Estudos sobre Discurso e Memória (GEDEM/CNPq), convidamos os interessados a submeterem trabalhos que analisem objetos em diferentes materialidades e domínios discursivos, a exemplo do político, do publicitário, do jornalístico, do religioso, do científico-acadêmico, do educacional etc., desde que estejam ancorados em uma perspectiva discursiva e que evidenciem seus aspectos teóricos e metodológicos. Isso posto, passamos a um elenco de temáticas afins que serão bem-vindas ao ST: 1) a problematização teórica dos estudos do discurso como campo e da análise do discurso como disciplina nesse campo; 2) a percepção do objeto discurso a partir do diálogo entre teorias discursivas; 3) a análise de discursos em diferentes materialidades (verbais, visuais, verbo-visuais); 4) a pertinência da articulação entre teorias de base discursiva e trabalhos relacionados ao ensino de língua portuguesa. Nessa medida, por fim, os trabalhos a serem apresentados podem se balizar por uma temática ou pela articulação entre elas, desde que estejam ancorados em uma perspectiva discursiva e que evidenciem seus aspectos teóricos e metodológicos com vistas a estabelecer uma compreensão sobre uma ou várias facetas do objeto discurso.

 

Palavras-chave: Estudos do discurso; Diálogos teórico-metodológicos; Interfaces interdisciplinares; Perspectivas e objetos de análise

ST 18 – INOVAÇÃO METODOLÓGICA E PRÁTICAS DE LINGUAGEM NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NO PROGRAMA ESCOLA DO RIO DOCE (MG)

Rómina de Mello Laranjeira (​DELET/POSLETRAS/UFOP)

Paula Cristina Almeida Rodrigues (DEEDU/UFOP)

Resumo:

Este simpósio acolhe trabalhos que discutam as práticas de linguagem e as metodologias inovadoras do Programa de Extensão Formação Continuada de Educadores da Rede Pública dos Municípios Atingidos pelo Rompimento da Barragem de Fundão em Minas Gerais (PEBRID), uma parceria entre a Universidade Federal de Ouro Preto e a Universidade Federal de Minas Gerais. Assim, o ST visa reunir trabalhos em andamento ou finalizados, cujos objetos de estudo incidam nos dados do Programa. A estrutura pedagógica do Programa assenta na Pedagogia da Alternância e em diversas práticas de linguagem nas suas diversas ações e eixos de atuação. O objetivo do simpósio é partilhar e discutir as práticas, identificando as contribuições do PEBRID para a formação inicial e continuada de professores/as. Dessa forma, na interface dos estudos da linguagem e da educação, acolhem-se, especialmente, trabalhos resultantes de pesquisas no contexto do programa. Pretende-se promover uma discussão, a partir de diversos ângulos teórico-metodológicos e áreas de estudo, sobre a inovação pedagógica e metodológica, considerando as práticas de linguagem que circulam no Programa. Seguindo contributos teóricos da formação de professores, dos letramentos, da educação e da pedagogia da alternância, entre outras possibilidades, aceitam-se trabalhos com diferentes enfoques e objetos de estudo, desde que equacionem questões de linguagem. 

 
Palavras-chave: rompimento de barragens, linguagem e práxis, formação docente.

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ST 19 –  LITERATURAS EM MOVIMENTO: TRADUÇÃO, ADAPTAÇÃO E CIRCULAÇÃO NA LÍNGUA INGLESA 

 

Larissa Ceres Lagos (​DELET/UFOP)

Resumo:

O simpósio tem como objetivo discutir obras literárias cuja língua fonte seja o inglês, com ênfase nas dinâmicas históricas e contemporâneas moldadas pelo colonialismo. Interessa-nos, particularmente, analisar como metáforas, simbolismos e outras estratégias estéticas disputam, expõem ou deslocam o centro do Império e suas práticas coloniais. Ao refletirmos sobre a língua inglesa e suas expressões artísticas precisamos considerar tanto a expansão do domínio britânico quanto, mais recentemente, a hegemonia cultural dos Estados Unidos da América. Dessa forma, compreendemos a tradução não como uma prática neutra, mas como um campo completamente contaminado por relações de poder. Nesse sentido, a tradução organiza (e reorganiza) as hierarquias linguísticas a partir de dominação territorial e/ou econômica, que regulam a circulação de textos e vozes. Apoiado em perspectivas pós-coloniais (como em Fanon, Spivak e Said), o simpósio aceitará trabalhos que debatam a respeito de reflexões sobre a construção discursiva de alteridade, as assimetrias na produção, no fluxo do conhecimento e nos limites da representação, especialmente no que diz respeito à possibilidade de fala e escuta de sujeitos historicamente subalternizados. Interessa-nos, assim, pensar de que modo a literatura e a tradução podem tanto reproduzir quanto contestar essas estruturas (a partir de seus projetos políticos), abrindo espaço para formas alternativas de enunciação, mediação e deslocamento cultural.

 

Palavras-chave: Literaturas em Inglês, Tradução Literária, Colonialismo, Pós-colonialismo.

Instituto de Ciëncias Humanas e Sociais - Campus Mariana Rua do Seminário, s/n, Mariana/Centro Minas Gerais/Brasil CEP: 35420-087

 

e-mail: semananacionaldeletras@ufop.edu.br

Desenvolvimento do site: Ricardo José Alves 

Construção da identidade visual: Duda Brandão

Coordenação criativa: Naielly Cristina

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